Marta: o hexa e a vitória feminina do Brasil

O Brasil é considerado e conhecido mundialmente como o país do futebol, agora a Marta também é. Mas, apesar de as seleções masculinas do Brasil serem pentacampeãs, apesar de esforços nas últimas Copas do Mundo, a maior competição de futebol do mundo, o hexa não nos trouxeram. Mas a Marta trouxe.

Por falar em maior do mundo, você já ouvir falar da Marta? Tá, mas e o futebol FEMININO no Brasil? Historicamente, o Brasil teve a sua primeira partida de futebol feminino no ano de 1921. Porém o preconceito e o machismo da sociedade conservadora era tão grande com o esporte que, durante o período do Estado Novo, foi criado um decreto-lei proibindo ‘’a prática de esportes incompatíveis com a natureza feminina’’. Que doideira, né? Pois é, aconteceu. E essa lei só foi revogada no ano de 1979.

Após a revogação da lei, várias equipes se formaram no Brasil. E hoje, quase 40 anos depois desse processo: MARTA É ELEITA A MELHOR JOGADORA DO MUNDO PELA FIFA! Será mesmo que futebol é coisa de homem? Tem gente que ainda pensa assim. Mas acho que não é bem assim, não, afinal, esse título de melhor jogadora do mundo conquistado pela Marta está sendo dela pela SEXTA vez! Não foi o primeiro, não, gente, é hexa! Lembrando que, além da carreira brilhante de Marta Vieira da Silva e de ela estar ganhando reconhecimento memorável, o Brasil também ganha. Ganha pela reparação histórica que isso traz e por todas as meninas e mulheres que adoram jogar uma bola por aqui: agora elas já possuem a craque camisa 10, mulher e brasileira para se inspirarem para que, assim, o futebol feminino cresça cada vez mais. E obrigada à Marta e a todas as outras mulheres que jogam futebol. O futebol não é espaço para machismo, o futebol é lugar de goleadas, e isso a Marta sabe fazer com excelência. Que tenhamos mais Martas por aí!

Obs.: Dê uma bola de presente a uma garota.

Julia D’avila


O Aponte não se responsabiliza pela opinião de seus colunistas. A seção de opinião é feita de forma voluntária pelos colaboradores do portal e expressam a opinião pessoal deles – que não necessariamente é a do Aponte.


Confira outras crônicas publicadas no Aponte: